Curiosidades - Informações
O mundo de Luke
SANTUÁRIO DE SOROCABA
É um sábado, 7 horas da manhã. Luke dá três voltas, correndo em volta dos 7 mil m2 do seu recinto retangular. Irá repetir essas corridas durante o dia, além de controlar todos os humanos que transitam perto dele e que entram pelos dois portões do Santuário, que ele visualiza desta sua posição estratégica.
Com toda essa movimentação que elimina o tédio de sua vida solitária no cativeiro do Santuário do GAP em Sorocaba, Luke está em forma invejável. Ele é o irmão mais velho de Guga, fundador do Santuário, e de Johnny, também fundador do Santuário do Paraná. Os três nasceram no Zoológico de Goiânia. Luke começou sua vida de exploração cedo, já que foi vendido para um circo quando ainda era um bebê recém-nascido.
Naquele circo, o tratador o carregava na bota de um lugar a outro, o que motivou o fetiche que ele tem por botas de borracha. Quando ele chegou ao Santuário, com menos de 12 anos, tinha uma compulsão de se masturbar quando alguém se aproximava dele com uma bota nova. Aquela compulsão, que se repetia de 10 até 20 vezes por dia, era terrível, pois o debilitava devido à perda de proteínas.
Depois de mais de oito anos conosco, já superou a compulsão, mas às vezes tem pequenas recaídas. Luke não se interessa muito por chimpanzés. Já morou com Carol, mas não teve intimidade com ela, que terminou com Alex, apaixonado pela mesma.
Luke se relaciona muito com os humanos que confia e também já recebeu bem muitos visitantes da imprensa, especialmente mulheres loiras, que ele prefere.
Eu entro no recinto com Luke todos os dias em que estou no Santuário, levo uma refeição e aproveito para brincar um pouco com ele. Ele gosta de brincar de lutar, porém sabe se controlar, pois em uma luta com ele um humano não duraria um minuto, devido a sua força e agilidade.
Luke gosta também de todo tipo de comida. Talvez o que mais lhe agrade são as salsichas e as sopas. Também come pizza, frango, hambúrguer, salada de maionese, coxinhas e qualquer alimento novo que lhe ofereçam. Ele come com colher quando necessário e as sopas, que geralmente oferecemos bem quentes em garrafas, são resfriadas quando ele pega um copo de iogurte gelado que acabou de tomar e vai colocando porções de sopa lá dentro.
Luke tem um dormitório contíguo com o de Lilico, que tem interesse de amizade com ele. Mas Luke só brinca levemente com ele e não se interessa por uma relação mais séria. Luke goza de uma liberdade no Santuário que ninguém tem, já que vive livre direto, dia e noite, num recinto de cerca elétrica, com uma visão privilegiada do seu entorno.
Na hora de dormir, ele leva seu cobertor para o dormitório, o estende perfeitamente e deita em cima dele. Anos atrás ele se fechava no dormitório e tivemos que criar uma porta, que ele pudesse fechar por dentro. Hoje, que vive solto em seu recinto amplo, já não tem mais medo, e às vezes até dorme fora, na casa externa, quando está com muito calor.
Luke adora chuva. É dos poucos chimpanzés que não tem medo de chuva nem de trovões. Já o vimos, sob chuvas torrenciais, correndo em seu “cooper” diário em volta de seus 7 mil m2.
Luke conhece todos os funcionários do Santuário e todos os veículos. Quando um veículo desconhecido passa por sua cerca, lá vai lama, terra ou pedras de saudação. Já quebrou vidros de carros e estragou a pintura de outros. Antigamente, quando os operários da construção entravam por lá, ele obrigava a Kombi a parar, para todos descerem e poderem passar sem ser alvejados por seus projeteis.
Luke é brincalhão, delicado quando faz o “grooming” com os humanos e totalmente confiável. Porém não queira tê-lo como inimigo, visto que pode se transformar em um ser agressivo rapidamente.
Luke avisa quando alguém está no portão principal e não está entrando, ou quando passou o portão e está vindo para o interior do Santuário. Ele prefere viver solitário e independente de todos. Talvez essa seja a sua melhor opção para ser feliz dentro da “infelicidade de um cativeiro”.
Dr. Pedro A. Ynterian
Presidente, Projeto GAP Internacional
É um sábado, 7 horas da manhã. Luke dá três voltas, correndo em volta dos 7 mil m2 do seu recinto retangular. Irá repetir essas corridas durante o dia, além de controlar todos os humanos que transitam perto dele e que entram pelos dois portões do Santuário, que ele visualiza desta sua posição estratégica.
Com toda essa movimentação que elimina o tédio de sua vida solitária no cativeiro do Santuário do GAP em Sorocaba, Luke está em forma invejável. Ele é o irmão mais velho de Guga, fundador do Santuário, e de Johnny, também fundador do Santuário do Paraná. Os três nasceram no Zoológico de Goiânia. Luke começou sua vida de exploração cedo, já que foi vendido para um circo quando ainda era um bebê recém-nascido.
Naquele circo, o tratador o carregava na bota de um lugar a outro, o que motivou o fetiche que ele tem por botas de borracha. Quando ele chegou ao Santuário, com menos de 12 anos, tinha uma compulsão de se masturbar quando alguém se aproximava dele com uma bota nova. Aquela compulsão, que se repetia de 10 até 20 vezes por dia, era terrível, pois o debilitava devido à perda de proteínas.
Depois de mais de oito anos conosco, já superou a compulsão, mas às vezes tem pequenas recaídas. Luke não se interessa muito por chimpanzés. Já morou com Carol, mas não teve intimidade com ela, que terminou com Alex, apaixonado pela mesma.
Luke se relaciona muito com os humanos que confia e também já recebeu bem muitos visitantes da imprensa, especialmente mulheres loiras, que ele prefere.
Eu entro no recinto com Luke todos os dias em que estou no Santuário, levo uma refeição e aproveito para brincar um pouco com ele. Ele gosta de brincar de lutar, porém sabe se controlar, pois em uma luta com ele um humano não duraria um minuto, devido a sua força e agilidade.
Luke gosta também de todo tipo de comida. Talvez o que mais lhe agrade são as salsichas e as sopas. Também come pizza, frango, hambúrguer, salada de maionese, coxinhas e qualquer alimento novo que lhe ofereçam. Ele come com colher quando necessário e as sopas, que geralmente oferecemos bem quentes em garrafas, são resfriadas quando ele pega um copo de iogurte gelado que acabou de tomar e vai colocando porções de sopa lá dentro.
Luke tem um dormitório contíguo com o de Lilico, que tem interesse de amizade com ele. Mas Luke só brinca levemente com ele e não se interessa por uma relação mais séria. Luke goza de uma liberdade no Santuário que ninguém tem, já que vive livre direto, dia e noite, num recinto de cerca elétrica, com uma visão privilegiada do seu entorno.
Na hora de dormir, ele leva seu cobertor para o dormitório, o estende perfeitamente e deita em cima dele. Anos atrás ele se fechava no dormitório e tivemos que criar uma porta, que ele pudesse fechar por dentro. Hoje, que vive solto em seu recinto amplo, já não tem mais medo, e às vezes até dorme fora, na casa externa, quando está com muito calor.
Luke adora chuva. É dos poucos chimpanzés que não tem medo de chuva nem de trovões. Já o vimos, sob chuvas torrenciais, correndo em seu “cooper” diário em volta de seus 7 mil m2.
Luke conhece todos os funcionários do Santuário e todos os veículos. Quando um veículo desconhecido passa por sua cerca, lá vai lama, terra ou pedras de saudação. Já quebrou vidros de carros e estragou a pintura de outros. Antigamente, quando os operários da construção entravam por lá, ele obrigava a Kombi a parar, para todos descerem e poderem passar sem ser alvejados por seus projeteis.
Luke é brincalhão, delicado quando faz o “grooming” com os humanos e totalmente confiável. Porém não queira tê-lo como inimigo, visto que pode se transformar em um ser agressivo rapidamente.
Luke avisa quando alguém está no portão principal e não está entrando, ou quando passou o portão e está vindo para o interior do Santuário. Ele prefere viver solitário e independente de todos. Talvez essa seja a sua melhor opção para ser feliz dentro da “infelicidade de um cativeiro”.
Dr. Pedro A. Ynterian
Presidente, Projeto GAP Internacional





